MOSAICOS DE UMA VIDA

Juntando cada peça forma-se o mosaico de minha vida. Tantos sentimentos me envolvem. Sentimentos ruins, outros bons. Saudade de quem se foi para eternidade. Saudade de quem posso ligar para ouvir a voz. Tristeza pelas metas não cumpridas e alegria pelos objetivos alcançados. Gemidos de dor, outros de prazer.

27 de out de 2012

Desigualdade de Gênero

Saber que o Brasil subiu 20 posições no ranking sobre desigualdade de gênero me deixa feliz, porém penso que temos muito que melhorar; há muita coisa pra corrigir e muitos degraus a subir. Não dá para comemorar como se fossemos plenas de tudo. É preciso comemorar sem se contentar com pouco.

Se for necessário criar políticas compensatórias como a cota mínima para qualquer que seja o espaço que criem com a responsabilidade de fazer hoje para não ter que corrigir amanhã.

Se for preciso Leis mais rígidas que elaborem e executem, porque não basta ter uma Lei tão citada quanto o aumenta de mulheres vítimas de violência.

E cabe a cada uma o papel de se autoavaliar, levando em consideração que lutamos não somente pela igualdade de gênero, mas principalmente pela equidade. Precisamos de igualdade com justiça e não da igualdade que nos coloca nas estatísticas criminais. Aumentar a participação política, melhorar a posição econômica, avançar na educação e também na saúde são itens básicos para quem almeja chegar ao topo. E quando ao topo chegar necessário será continuar lutando para manter-se no lugar.


23 de out de 2012

A CIDADE DO SOL


Um dos livros que li e recomendo é A CIDADE DO SOL. A narrativa acontece na região do Afeganistão e conta a história de duas mulheres: Mariam e Laila. Embora tendo vivido em diferentes contextos suas vidas se cruzaram graças à cultura afegã.

Jalil era um dos homens mais ricos da região, casado com três mulheres e pai de nove filhos legítimos. Insatisfeito mesmo “possuindo” três mulheres ele buscou satisfazer seus desejos com a empregada. Fato que lhe rendeu uma filha bastarda (Harami como eles costumam dizer) e que recebeu o nome de Mariam.

Como para os homens era permitido casar com mais de uma mulher, mas nunca ter relação extraconjugal, a empregada foi rejeitada por Jalil e por sua própria família. Seu destino foi decidido por Jalil e suas esposas. Ela foi expulsa da casa e grávida teve que morar sozinha num lugarejo distante.

Após o nascimento de Mariam seu pai Jalil a visitava todas as quintas-feiras. A visita era regada de muita contação de histórias, carinho e demonstração de amor entre pai e filha. Porém, toda imagem positiva que Mariam construiu de seu pai era distorcida pela sua mãe, que contava horrores sobre o mesmo.

Aos 15 anos Mariam foi sondada pelo pai sobre o presente que queria ganhar. Sua escolha foi ir ao cinema, do qual o pai era proprietário, acompanhada por ele e seus irmãos que ela ainda não conhecia. Ele prometeu que na semana seguinte voltaria para satisfazer seu desejo. A mãe de Mariam não acreditava que isso fosse acontecer. Ela por sua vez tinha plena certeza que o pai não falharia, uma vez que durante 15 anos ele a visitou todas as quintas-feiras.

Enfim, chegou o dia da visita e ida ao cinema, mas o pai de Mariam não apareceu. Para ela algo muito grave poderia estar acontecendo e falou para a mãe que pela primeira vez sairia daquele lugar e iria buscar notícias do pai. Os apelos e conselhos da mãe de nada adiantaram.

Mariam foi até a cidade e quando chegou lá ( . . . ) VOCÊ PRECISA LER O LIVRO PRA SABER. Não contarei toda história, mas quero instigar a curiosidade dos amantes da leitura.

Impossível não se comover e tirar lição com a história de Mariam e Laila. A primeira criada para ter uma vida de opressão, privada e submissa. A segunda, não cheguei a falar, mas adianto que foi educada para ser uma mulher pensante, independente e enfrentar os obstáculos sociais.

Juntas elas enfrentam dor, medo, injustiça em nome do amor: sentimento capaz de quebrar qualquer barreira.  

19 de out de 2012

Papo de Homem ou Mulher ? !

As relações de gênero, ou seja, as relações impostas pela sociedade têm tomado novos formatos. De uma  forma mais popular, vale lembrar que gênero é o sexo social; é o masculino e o feminino construído socialmente.
Um exemplo clássico das relações de gênero é quanto aos apaixonados por futebol e novela. Aos homens cabia a primeira opção, ficando para as mulheres o papel de noveleiras.
Nesta semana ouvi uma discussão de um grupo e sua maioria era do sexo feminino. Falavam sobre futebol, mais precisamente sobre a atual situação dos times no campeonato brasileiro. Elas falavam com bastante propriedade sobre o assunto, defendiam seus times, deixando a conversa no mesmo nível de conhecimento dos seus colegas homens.
Quando estava achando interessante a sintonia do grupo em relação ao futebol, eis que mudam de assunto e para minha surpresa começaram a falar sobre os últimos capítulos da novela das 21horas. Os homens sabiam de tudo e até palpite para o assassino com argumentos plausíveis eles tinham.
Passei ouvir a conversa do ponto de vista sociológico. Levando em consideração que na nossa sociedade a relação entre homens e mulheres é baseada na desigualdade, enalteço o fato de estarmos abolindo ao sexismo. Este por sua vez exclui, discrimina e limita a participação das mulheres em função de seu sexo.
Quando estava “viajando” na conversa do grupo fui interrompida com a chegada do meu ônibus; era chegada a hora de, literalmente, viajar de volta pra casa. E minha análise prosseguiu na certeza de que ainda precisamos fazer mais, substituindo o sexismo por uma relação de igualdade entre homens e mulheres, sintonizados em todos os aspectos, em todas as conversas e em todos os ambientes, sejam públicos ou privados.