MOSAICOS DE UMA VIDA

Juntando cada peça forma-se o mosaico de minha vida. Tantos sentimentos me envolvem. Sentimentos ruins, outros bons. Saudade de quem se foi para eternidade. Saudade de quem posso ligar para ouvir a voz. Tristeza pelas metas não cumpridas e alegria pelos objetivos alcançados. Gemidos de dor, outros de prazer.

28 de dez de 2012

Rituais do Mosaico Terapia

Mercado de São José
Foto: Sandra Barbosa
Meu atual passa tempo, o qual passei chamar de MosaicoTerapia, tomou dimensão suficiente para fazer-me pensar, lembrar, rir, chorar e até lucrar. O momento de construção de uma peça tem um ritual que o trabalho requer, mas também o ritual emocional.

O ritual do trabalho propriamente dito começa com as compras. Alguns cenários fazem parte do processo, como o Mercado de São José e os armarinhos no "vuco-vuco" do centro do Recife.


Material para confecção do Mosaico
Depois vem a escolha do objeto, seguida pelo desenho. A partir daí é chegada a hora de “botar a mão na massa”... Quebrar as teselas (cada pedra do mosaico), colar uma a uma preenchendo todo o desenho, rejuntar, pintar e etiquetar.




O ritual emocional depende da peça. Se foi encomenda existe a insegurança de não agradar, na incerteza se a pessoa vai gostar. O perfeccionismo me faz até desmanchar e recomeçar. 


Mosaico em CD
Mosaicos expostos - Bazar Artesanato de Garagem

Quando a peça não é encomendada certamente o mosaico será regado de nostalgia. Saudade do que vivi, saudade até do que não vivi, mas idealizei. Vontade de voltar atrás, de parar o tempo ou mesmo de acelerar esse tempo. Me pego falando sozinha, às vezes chorando e claro, sorrindo.

O ritual emocional passa pela viagem de montar cada peça da minha vida, trocar o que não ficou legal, montar o meu destino até uma perfeita harmonia. E assim, cada peça em mosaico possui ritual único, que mistura o real com o irreal.

25 de dez de 2012

Feliz Natal 2012 - Por Adauto Júnior

Charge de Jorge Braga

Trinta e quatro vezes testemunhei Natais diferentes. Pessoas, festas,mesas fartas, presentes, pessoas não presentes. Como é bom. Aliás, muito bom. Será que tá nevando lá fora? Não. Mas é que o clima de Natal é tão forte que até "esqueço" da seca. Mas o bom mesmo é acreditar na fantasia de um mundo melhor, de que em algumas horas teremos a encantadora surpresa: Papai Noel descendo pela chaminé. Chaminé? Não seria Papai do Céu? Na verdade, o Natal é sempre igual e tem seu único motivo. Feliz aniversário, Jesus.

Adauto Júnior
Dez/2012

18 de dez de 2012

Se tiver que chorar eu choro, mas se tiver que sorrir dou gargalhadas!

♫ o importante é que emoções eu vivi ♪

Ao abrir meu correio eletrônico hoje me deparei com uma mensagem falando sobre a 33ª semana de gravidez. Pois é, hoje estaria com pouco mais de 8 meses de gestação. Certamente o enxoval estaria pronto e o quarto arrumadinho esperando a chegada do meu bebê.

Quando o perdi com aproximadamente 2 meses de gestação suas características humanas já estavam presentes no embrião. Hoje, aproximando-se do dia D, meu bebê estaria posicionado de cabeça para baixo, prestes a sair do forninho natural para o ninho dos meus braços.  Meu coração estaria em festa e a ansiedade já teria tomado conta de mim.

Passados 6 meses da perda meu coração ainda dói, a dor emocional parece-me crônica, os porquês persistem porque as respostas inexistem.

Eu era feliz e não sabia. Era mais feliz quando não deseja ser mãe. Por isso, depois da experiência tão negativa eu quero voltar a ser feliz, porque como sempre digo: SE TIVER QUE CHORAR EU CHORO, MAS SE TIVER QUE SORRIR DOU GARGALHADAS!

13 de dez de 2012

UM BOM TRICÔ


Mais uma vez li um livro e venho aqui indica-lo por se tratar de um livro "leve", gostoso de ler e que de alguma forma eu me identifiquei.

O nome do livro é UM BOM TRICÔ e narra a história de 4 mulheres:

1ª Venceu um câncer, busca sua independência financeira abrindo um armarinho de miudezas. No armarinho abre um curso de tricô que tem como primeira produção uma manta de bebê.
2ª Casada e com uma situação financeira favorável, sente-se infeliz porque não consegue engravidar;
3ª Rica, dondoca e fútil. Encontra dificuldade nas relações interpessoais;
4ª Hippie, trabalha numa locadora de filmes e a grana só dá pra pagar o aluguel. Acusada de portar droga precisa pagar pena alternativa;

Essas mulheres embora com vidas diferentes, acabam encontrando no curso de tricô a mudança que desejam para suas vidas.

A 1ª vê no curso uma forma de atrair clientes para loja e aumentar as vendas;
A 2ª pede a Deus um sinal de que conseguirá ser mãe. Neste mesmo dia vê na vitrine o anúncio do curso de tricô. Pra ela foi um sinal de Deus e decide se inscrever.
A 3ª decide aprender fazer a manta para o neto que vai nascer e que é fruto do casamento do seu filho com uma nora não desejada. Assim poderá provar para o filho e marido que é uma pessoa amável.
A 4ª começa fazer o curso pra doar as mantas para crianças carentes e assim pagar sua pena alternativa.

Confesso que me identifiquei e me vi retratada nas histórias dessas mulheres, não apenas uma, mas na vida delas como um todo. Não deixa de ser uma forma de enxergar minha vida nas entrelinhas do livro.

Boa leitura!