MOSAICOS DE UMA VIDA

Juntando cada peça forma-se o mosaico de minha vida. Tantos sentimentos me envolvem. Sentimentos ruins, outros bons. Saudade de quem se foi para eternidade. Saudade de quem posso ligar para ouvir a voz. Tristeza pelas metas não cumpridas e alegria pelos objetivos alcançados. Gemidos de dor, outros de prazer.

13 de dez. de 2013

Enfim Sexta!

Penso que as 16 horas de toda sexta-feira são sempre iguais nos ambientes de trabalho. É o momento que começam a arrumar as bolsas, retocar a maquiagem, os celulares não param de receber mensagens e ligações com os acertos para o happy hour.

A partir desse horário todos os olhos miram o canto inferior direito da tela do computador. É lá onde se encontra o relógio que por sua vez demora horas para sair das 16h. Ninguém mais consegue se concentrar. Os relatórios deixam de ser produzidos e emperram na mesma página até que chegue a segunda-feira.

É nesse bendito horário da sexta-feira que surgem as palavras repetidas do tipo: “dá 18h, mas não dá 17h” ou “esse relógio tá parado”... Minutos depois os setores começam a se homogeneizar. Isso porque as pessoas começam a circular na tentativa de passar o tempo. Bebem água, vão ao banheiro, se olham no espelho, citam as frases repetidas e olham o relógio que resolveu marcar 16h30min.

Para quem começa imaginar a saga de esperar ônibus e enfrentar o trânsito, a espera para que o relógio chegue as 17h pode ser ainda mais desesperadora. Melhor escrever sobre esse momento, que começa às 16h da sexta.

Quando o relógio chega às 16h40min as pessoas parecem estar em posição de largada numa corrida de velocidade e quem opta por escrever melhor acelerar o texto porque chegou 16h50min... 17h00min. Ufa, larguei!!!


6 de dez. de 2013

Portões de Embarque e Desembarque

Começando com um clichê... “A distância permite saudade, mas nunca o esquecimento”.
Do fundo do meu baú

Quando ela se foi nem vivíamos num mundo tão hi-tech. Limitávamos-nos as rápidas ligações telefônicas, além das cartas. Essas passavam quase um mês pra chegar; quando chegavam, as novidades já estavam velhas.

O advento da internet e do celular logicamente possibilitou nossa “aproximação”. Falamos-nos quase que diariamente. Um alô, uma postagem ou simplesmente uma curtida sinaliza que continuamos juntas, embora distantes.

Mas falta mais. Falta o calor humano. Falta o toque. Falta também o abraço caloroso. Falta tudo isso porque a saudade é grande. Grande também é o oceano que nos separa.

Por isso sua vinda é sempre igual. É como um evento que começa lá e cá. Expectativa, clima de festa, contagem regressiva...

É tão bom esperar o portão de desembarque abrir!!!!
E tão ruim ver o portão de embarque fechar...