A partir desse horário todos os olhos miram o canto inferior
direito da tela do computador. É lá onde se encontra o relógio que por sua vez
demora horas para sair das 16h. Ninguém mais consegue se concentrar. Os relatórios deixam de
ser produzidos e emperram na mesma página até que chegue a segunda-feira.
É nesse bendito horário da sexta-feira que surgem as palavras
repetidas do tipo: “dá 18h, mas não dá 17h” ou “esse relógio tá parado”... Minutos depois os setores começam a se homogeneizar. Isso porque
as pessoas começam a circular na tentativa de passar o tempo. Bebem água, vão ao
banheiro, se olham no espelho, citam as frases repetidas e olham o relógio que
resolveu marcar 16h30min.
Para quem começa imaginar a saga de esperar ônibus e
enfrentar o trânsito, a espera para que o relógio chegue as 17h pode ser
ainda mais desesperadora. Melhor escrever sobre esse momento, que começa às 16h
da sexta.
Quando o relógio chega às 16h40min as pessoas parecem estar
em posição de largada numa corrida de velocidade e quem opta por escrever melhor
acelerar o texto porque chegou 16h50min... 17h00min. Ufa, larguei!!!
