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| Foto: Adauto Jr. |
No sertão cores sombrias da terra seca e verde da palma que a fome alivia.
Na sociedade o branco que se incomoda com o preto que não acomoda.
Na violência o vermelho-sangue. Na mulher agredida o roxo na face.
Cores se chocam e nos tocam quando se tornam sem cor.
No incolor das lágrimas, no incolor da dor.
Não me custa sonhar com uma mudança social, para que possamos pintar o país com as mais belas cores de uma aquarela. Que sejamos pintores dessa mudança e admiradores da nossa arte.

