MOSAICOS DE UMA VIDA

Juntando cada peça forma-se o mosaico de minha vida. Tantos sentimentos me envolvem. Sentimentos ruins, outros bons. Saudade de quem se foi para eternidade. Saudade de quem posso ligar para ouvir a voz. Tristeza pelas metas não cumpridas e alegria pelos objetivos alcançados. Gemidos de dor, outros de prazer.

21 de ago de 2016

Tatuagem Ponto e Vírgula

Desde que comecei escrever sobre TATUAGEM venho me surpreendendo com o significado de cada figura e as diversas histórias que motivaram a escolha do desenho. São justificativas que desmistificam o preconceito em relação ao uso de tatuagens.

Hoje falarei sobre o significado da tatuagem de Ponto e Vírgula. Em um texto esse sinal é usado para indicar que uma frase não foi concluída, sofreu uma pausa, mas terá continuidade.

O uso desse sinal em tatuagens tem relação com uma campanha de prevenção ao suicídio e apoio à saúde mental. A ideia é fazer com que pessoas com tendências suicidas tatuem esse sinal, e sempre que olharem para ele lembrem que sua história não acabou; para dar continuidade deverão seguir em frente, sem desistir da vida.

Tatuagem Ponto e Vírgula
Um grande amigo jornalista tatuou esse sinal e justificou que além de ter a ver com sua profissão, acha um sinal interessante. Ao mesmo tempo em que tem uma pausa, mostra que o período não acabou. Na vida às vezes paramos, alguns tropeçam na vírgula, outros preferem o ponto e vírgula, sinalizando que vão adiante, que é apenas uma paradinha para continuar.


Adorei a tatuagem e torço para que outros sinais possam compor os próximos textos sinalizados com exclamações, reticências...

29 de jul de 2016

O Livro do Destino

Li recentemente o livro intitulado O Livro do Destino, escrito pela socióloga iraniana Parinoush Saniee. Esta obra anteriormente teve sua publicação proibida no Irã; anos depois se tornou um best-seller naquele país, o qual serviu de cenário real para a construção da narrativa fictícia.

Trata-se de um romance cuja protagonista é Massoumeh, adolescente que sonha em ter um diploma universitário. Seu pai dava todo apoio, mas sua mãe e os três irmãos defendiam que mulher não precisava ter muito estudo, deveria apenas se dedicar as habilidades domésticas, tornando-se apta para casar.

Certo dia - a caminho da escola - Massoumeh conheceu e se apaixonou por um funcionário de uma farmácia. Ambos trocavam cartas apaixonadas, ato considerado desonra para família; no dia em que o fato foi descoberto ela foi violentamente espancada por um dos irmãos, foi proibida de seguir estudando e separada de Parvaneh, sua melhor amiga. Além disso, Massoumeh foi oferecida em casamento; vários pretendentes mostraram interesse e ela acabou casando com Hamid, um revolucionário que defendia a liberdade de pensamento, desprezava o uso do véu islâmico e as demais tradições do seu país.

Após o casamento a vida de Massoumeh foi regada de surpresas, sofrimentos, amadurecimento, superação, resiliência. A história nos permite entender um pouco sobre o regime repressor iraniano, nos faz pensar até que ponto religião e política podem caminhar juntos e ainda nos inquieta com as diversas formas de opressão enfrentadas pelas mulheres.

Além de mostrar a cultura da sociedade iraniana, o livro mostra a história política do país em 5 turbulentas décadas. Do regime monárquico, comandado pelo Xás ao regime republicano islâmico, liderado pelos aiatolás.


Valeu a leitura!