De uns meses pra cá comecei a me incomodar com a forma em que as notícias têm sido divulgadas pelos jornais; mais precisamente as versões digitais. Algumas falhas me deixam intrigada quanto à veracidade do fato e ainda mais, me deixam também desconfiada do grau de conhecimento geral do profissional que passa as notícias. Para ser mais clara citarei algumas pérolas que me motivaram a escrever esse texto:
1- Delegacia da Mulher implantada na Zona da Mata: quando você vai ler percebe que o município citado é no Agreste.
2- Aberta inscrição para cursos: a matéria fazia referência ao título, porém a foto se referia a um acidente de carro.
3- Acidente de carro com vítima fatal: uma fonte diz que o carro é preto, outro diz que é prata.
4- Homem esfaqueia mulheres: uma fonte cita bar como cenário da tragédia e afirma óbito de uma mulher; outra fonte discorre que foi em lanchonete e que não houve vítima fatal.
5- Chamada para assunto importante publicada em rede social: ao clicar aparece “página não encontrada” ou pede senha como se todos da rede fossem assinantes do jornal.
Entendo que diante de um mundo globalizado as notícias circulam praticamente em tempo real, seja através da TV, Rádio ou Internet por meio dos jornais e diversas redes sociais. E por causa disso não há tempo para revisão? Essas falhas me fazem lembrar a técnica de dinâmica de grupo denominada “telefone sem fio”, onde a mensagem circula e chega distorcida ao destino final.
Alguns podem defender com o famoso “errar é humano”. Concordo, mas é humano também evitar repetir os erros. Se não me importasse com a fonte que me informa bastava me limitar às redes sociais e não aos respeitados jornais de grande circulação. Mais importante do que apressar para dar a notícia em primeira mão é passar a notícia com o máximo de precisão.