MOSAICOS DE UMA VIDA

Juntando cada peça forma-se o mosaico de minha vida. Tantos sentimentos me envolvem. Sentimentos ruins, outros bons. Saudade de quem se foi para eternidade. Saudade de quem posso ligar para ouvir a voz. Tristeza pelas metas não cumpridas e alegria pelos objetivos alcançados. Gemidos de dor, outros de prazer.

21 de abr de 2012

Tarado de Surubim


No texto que falo sobre os sete irmãos citei sobre a proteção e cuidado que temos uns com os outros e prometi comentar com mais detalhe em outra oportunidade. Desse processo de proteção muitos acontecimentos são lembrados de forma cômica.

A história da vez aconteceu há muitos anos e é sobre o “tarado” de Surubim (interior de Pernambuco). Imagine vocês que esta semana estava dentro do ônibus e subiu um homem igual ao dito cujo. Imaginei que seria impossível ele estar do mesmo jeito depois de tantos anos, viajar mais de cem quilômetros e pegar mesmo ônibus que eu.

O homem passou da catraca e bateu os olhos em mim que estava sentada lá no fundo. Veio caminhando em minha direção. Comecei sentir um frio na barriga, um filme passou na minha cabeça relembrando da cena em Surubim.

Após um final de semana na casa de minha tia estávamos eu e minha irmã nos organizando para voltar pra Recife. Enquanto ela estava dentro de casa fui até a casa da vizinha e me deparei com um homem, aparentemente bêbado e me olhando com cara de lobo. Veio em minha direção e fiquei sem ter pra onde correr. A vizinha Elaine chegou na hora e abriu a grade pra me dar abrigo. Recusei entrar e peguei uma vasoura. Vejam a minha audácia!

Falei: se aproximar eu meto a vassoura
Ele: não tenho medo de você
Eu: nem eu do senhor

O atrevido veio de braços abertos pra meu lado e eu com toda minha força tentei dar uma vassourada na cabeça dele. O infeliz conseguiu segurar a vassoura. Ficamos nós dois segurando a mesma. Eu ainda tentava chutá-lo e comecei a gritar: Sandraaaaaaaaaaaaaaaaa

Quando minha irmã chegou a vassoura ainda estava sendo disputada por mim e pelo bêbado. Quando disse pra ela que ele tentou me agarrar ela deu uma tapa na cara dele.
Duas contra um. Ele soltou a vassoura e foi em cima dela. O que? Na minha irmã não. Acertei a vassourada!!! E ficamos nós duas reversando, uma vassourada, uma tapa na cara. O homem saiu correndo gritando pela polícia. Quando tudo acabou percebemos que tinha plateia.  Enfim, tudo acabou bem e retornamos pra casa.

Ah! Sobre o homem do ônibus que me fez lembrar essa história... se aproximou e ficou me olhando. De repente deu uma piscada de olho (isso ainda existe) e na hora de descer disse: você parece com uma menina de um “reclame” de televisão (propaganda). Tão antiquado assim, será que era ele?

Um comentário:

  1. kkk que tragicomédia heim... Agora sete irmãos, as histórias devem ser inúmeras. =D

    ResponderExcluir